Conforme prometido coloco aí uma foto minha do "Dia Zero" para estabelecer a base de comparação para o projeto de emagrecimento com reeducação alimentar e melhora das condições gerais de saúde, que, como apresentei anteriormente, não estão ruins, muito ao contrário, especialmente no que se refere aos níveis de glicemia, triglicérides e colesterol.
Essa foto está de longe mas é de corpo inteiro. Nota-se bem a péssima postura, especialmente pernas e coluna, acarretada pelo excesso de gordura acumulada no centro de gravidade (barriga e quadris).
Não é uma figura agradável de se ver, mas a questão não é estética. A questão é realmente provar para mim mesma que sou capaz de mudar minha vida, mudar o que me incomoda, de dentro para fora. Tanta gente consegue. Temos aí aos montes na internet, exemplos de superação e mudança de paradigmas, de pessoas que se encontravam exatamente como eu. Insatisfeitas com uma série de coisas e sem saber por onde começar.
O trabalho realmente é de dentro para fora. Estou trabalhando para melhorar alguns traços da minha personalidade que muitos amigos têm me apontado como problemáticos ou descuidados nos últimos tempos. E estou trabalhando especialmente a minha capacidade de aceitação de opiniões contrárias, bem como o fato de ser totalmente desnecessário estar sempre com a razão e ter respostas para tudo.
Estou menos preocupada com isso. Estou menos perfeccionista comigo própria. Estou aceitando os meus defeitos e meus problemas com mais serenidade e menos ansiedade. Aliás, o meu principal defeito hoje, a meu ver, é a minha ansiedade. Quero tudo já, agora, ontem. Quero que todo mundo corresponda às minhas demandas e deem toda a importância para o que eu quero, para o que eu acho, para o que eu penso, para o que eu sinto, para o que eu falo.
Ou seja, minha ansiedade basicamente é um apêndice do meu egoísmo.
Essa figura que vejo quando olho no espelho - e não estou falando do meu corpo - tem me incomodado muito, e tem me dado muita canseira. Pode ser que eu esteja aqui pintando o monstro pior do que é, sei que tem muita gente que gosta de mim como sou e essas pessoas insistem que sou exagerada e esganada, que não sou tão ruim assim. risos Mas essas pessoas podem estar sendo generosas comigo, justamente porque gostam de mim e só veem meu lado bom. risos
Só sei que nos meus exercícios de yoga tenho encarado de frente o meu "lado negro da força". E lhes garanto, não é nada bonito.
Reconhecer os defeitos e problemas é o primeiro passo para corrigi-los, e é nisso que passei a trabalhar desde então.
Como cristã arraigada, creio sinceramente que Deus nos colocou neste mundo para buscarmos melhorar como seres humanos, como almas, como espíritos, a cada dia. É nossa obrigação retribuir com fé, caridade e amor o dom da vida que Ele nos deu. Como ser feliz neste mundo onde há tanta gente sofrendo? E, por outro lado, como não sermos felizes se sempre há chance para esperança e mudança? Como desesperar, se sabemos que Deus não nos colocou neste mundo destinados unicamente ao sofrimento?
Bom, este blog não tem o propósito de virar um tratado de filosofia, mas estas questões estão muito frequentemente presentes nas minhas meditações. Uma meditação decorrente dessa é a que trata do perdão. Tive oportunidade este ano de pedir perdão expressamente a duas pessoas, que obviamente não vou citar os nomes aqui. Pedi perdão a elas porque errei com elas e as magoei. E reconheci meus erros e tomei a iniciativa de pedir perdão.
Só que aí aconteceu, em ambos os casos, aquilo que muitos livros de auto-ajuda e esoterismo falam: a possibilidade de a pessoa não lhe perdoar mesmo assim. A figura mais metafórica que explica isso é quando vc destrói a calçada que te ligava a outra pessoa. Vc passa um tempão refazendo a calçada, cimentando, revestindo com bonitas pedras e deixando tudo no capricho; quando a calçada fica novamente pronta, entretanto, a pessoa não a atravessa em direção a vc. Ela permanece lá, do outro lado - porque aquela calçada, e você mesmo, já não a interessam mais. Não faz mais diferença na vida dela.
Estou aprendendo a sabedoria da aceitação, de pegar minhas ferramentas e seguir meu caminho adiante, sem olhar para trás. O perdão afinal é a suprema capacidade de diálogo, aquela que transcende todas as roupagens morais, intelectuais, físicas e espirituais de que dispomos. Ou seja: para acontecer o perdão, é preciso que as duas pessoas se disponham a se despir dessas roupagens e falar diretamente ao coração uma da outra. O que fazemos quando o outro coração é surdo, mudo ou cego? Ou, ainda, quando não tem o desprendimento e a coragem para se despir?
Você jogou a semente. Infelizmente caiu na rocha e lá morrerá. Mas é preferível pecar pela ação do que pela omissão ou covardia. Ou seguir com aquela dúvida cruel, por nunca ter tentado.
Bem, todos nós sabemos que o mais importante é perdoar a si mesmo.
Graças a Deus não carrego culpas, mágoas nem arrependimentos. Carrego uma carreta de dúvidas, mas estou aprendendo a não ligar muito para elas. Estou em paz comigo mesma. Estou orgulhosa de ser quem sou, as qualidades que tenho, o que já conquistei pessoal e profissionalmente. Deus me concede pequenas e grandes graças todos os dias e só me cabe agradecer, especialmente minha família, o fato de eu amar minha profissão, os amigos que tenho, minha saúde de ferro, casa, carro, uma boa cidade, boas condições de vida. Sabemos que tem tanta gente em piores condições neste mundo, não é mesmo?
Já perdoei e perdoo a mim mesma. Pedi perdão às pessoas que sei que magoei e ofendi. Algumas mesmo assim não me estenderam novamente suas mãos.
Para estes casos estou trabalhando um novo tipo de meditação. Tem feito muito resultado:
Boa semana meus queridos!! Mimtransformando continua!!
Nenhum comentário:
Postar um comentário